A primeira entrada (ou saída?)

25Jul07

Entrada no Ferry para CalaisDentro do FerryGandspette - La Ville

O dia era para ter começado às 7h da madrugada mas o nosso fiel despertador deixou-se ficar até às 7.30 (e confesso que soube tão bem ao corpo e mal ao espírito). Comecei logo o dia enervado a pensar nas filas de Galeses/Ingleses que iriam estar em Cardiff e na M4. Mas como sempre a Rita se despachou num espectáculo e carregou o Tera (o cognome do nosso Yaris, a fera), quem me dera ter o dom da arrumação que ela tem.
Posto isto fizemo-nos à estrada, programamos o Joaquim (o GPS) e lá fomos nós de Cardiff, País de Gales, para Dover apanhar o Ferry até Calais. Bem como primeiro post este não será um muito cheio de “aventura” pois o caminho foi bastanto calmo, não havendo nenhuma portagem até Dover ainda o fez melhor, sendo que a única portagem pelo cainho se faz no sentido inverso ao entrar em Gales pela Severn Bridge. Por isso lá fomos nós pelos caminhos do Joaquim, que para ser sincero foi uma grande ajuda pois eu não sabia nada de estradas no Uk e ajudou bastante a enfiar-nos na M4 pois as rotundas inglesas não são brincadeira. Lá nos metemos na A470 que se transformou na M4 e lá fomos nós até perto de Londres e saímo na M25 que se fundiu com a M23 até Dover. Entretanto passamos por um carro virado de pernas ao ar na outra faixa (ainda bem porque já tinhamos o bilhete de ferry comprado e não convinha nada chegar atrasado) o que equivaleu a uma fila de cerca 3 km, pelo menos na altura que passámos. Após isso só tivemos mais uma demora já na M23 aquando perto de Dover, a polícia lembrou-se de mandar parar todos os camiões para verificar as suas cargas, e isso acredita que é bastante demorado, nem nas estradas portuguesas tinha visto um tal número de camiões. Como Dover faz a ligação entre o Uk e la France são bastantes camionistas pela estradas britânicas. Lá nos safámos meia hora depois e conseguimos chegar a Dover a tempo, por volta das 13.10, se não me engano até fomos no Ferry antes do nosso.
Pelo caminho ainda passamos pela famosa imagem de um cavalo nas encostas inglesas, que parece ter sido feita à muito tempo atrás e ainda perdura, do mesmo género das figuras do deserto de Nazca no Peru.

A viagem de Ferry que pensava ser bastante secante foi até agradável pois simplesmente estacionas o carro no porão de carga e vais para cima onde tens à volta de uns 3 ou 4 locais para comer, um mini-supermercado para comprares tralha sem imposto, um salão de jogos e bastantes televisões para te distraires. Também podes optar por ir até ao exterior e ver as vistas, o que na verdade só rende se fores no ínicio da viagem e quando estiveres a chegar porque o restante é… (isso mesmo).


A maneira de meteres o teu carro dentro do Ferry é bastante simples, passas por um posto de controlo, tipo fronteira francesa em que mostrei o BI e mandam-te para outra cabine mais à frente onde mostrar o teu número de confirmação da internet e eles dão-te o bilhete (tivemos sorte pelo facto da Eurodisney estar a fazer os 15 anos este ano, assim deram-nos um bilhete à borla quando comprássemos um…) e deram-nos um número, que é o número do “corredor” de embarque, ou seja, a partir dali simplesmente era seguir os números do placar que nos dirigiram até uma fila de carros com esse número, depois disso está um caramelo lá a frente a mandar os carros avançarem por ordem do número da fila. Nós tinhamos por volta de uns 6 ou 7 carros à nossa frente na nossa fila, foi bastante simples.

Ao sair em França tive de me adaptar a conduzir do lado contrário (apesar de ser o lado que eu estou mais habituado foi-me estranho já que o volante do nosso carro é inglês). Aí foi apenas seguir o GPS até à aldeia de Gandspette, à volta de uns 30/40 km de Calais. O Joaquim foi bem eficaz, se bem que quando chegamos a França ele andou perdido por um bocado, tendo nós de apagar todo o trajecto desligá-lo e voltar a fazer tudo. Ele aí até se portou bem, levou-nos por caminhos de aldeia e mesmo infimos, que eu julgava o GPS não ter na base de dados, isso agradou-me bastante. Fomos por caminhos mesmo estreitos, via-se que eram caminhos dos agricultores. Em meia hora metemo-nos no Chateau du Gandspette, o parque de campismo que hei-de fazer uma review brevemente. Passado um pouco estabelecemos o nosso estaminé e fomos ver de um supermercado lá perto a ver se comiamos algo de jeito. Bem aquilo era mesmo na França rural, era afastado de tudo, para chegarmos ao mais perto Champion fomos a pé e demoravamos cerca de 15 ou 20 minutos a chegar lá, o que em tudo até não foi muito mau de se fazer porque nessa altura as minhas pernas eram papa… já estava farto de conduzir, é digno de notar que na parte rural de França os passeios são aquelas estrturas arquitectónicas funcionais inexistentes, o que não é de todo seguro. Chegámos lá aquele supermercado tinha umas quantas coisas mas não era nada de especial, e graças ao facto de não termos camping gaz e sermos Vegetarianos os dois eles não tinham lá comida nenhuma que desse para nós os dois… comprámos um pãozito, leite e umas bolachas e lá fomos nós jantar ao restaurante do parque de campismo. Ao caminho do parque repáramos numa tableta a dizer “Blockhaus” e lembrei-me de enquanto pesquisámos no que visitar pela nossa viagem este nome já tinha aparecido e aparentemente foi um Bunker Alemão da Segunda Grande Guerra Mundial virado museu, então pela curiosidade chegámso ao parque apanhámos o Tera, eram para aí umas 18h30, e lá fomos nós ver o que era este “Blockhaus”. Logo à entrada tinha uma estátua com homenagem aos caídos de guerra e 3 modelos de misseís, porque era deste bunker que os famosos Rockets V2 foram lançados. E mais só mesmo às horas de abertura e desembolsar uns quantos Euros. Se calhar até valia a pena pela curiosidade mas para duas pessoas com o dinheiro contado para a viagem, além do facto de estar fechado, nem pensámos duas vezes. Por isso lá voltámos para o nosso bonito parque de campismo.

(continua)



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